domingo, agosto 31, 2008

Joaquim Castro Caldas




‘Perfil’

Aprendi a escrever
À mesa e sem fome
A olhar para uma sopa de letras
E a dançar com a colher no fumo
Refilei que estava a escaldar
E fui fazer uma redacção
Para a cozinha de castigo
Assim comecei a gostar de comer
Aprendi a fazer teatro numa cave
Atei a uma cama uma irmãzinha
Ela não abria a boca e eu falava sozinho
E aplaudiram-me de pé e tudo
Assim comecei a amar o público
O meu primeiro grande papel
Foi bater a uma porta, levar uma estalada
E sair, um estrondoso êxito para a meninice
Imitava toda a gente da rádio e televisão
Improvisava embaraços com um irmão
Mas as rábulas com ditadores e cardiais
Mal podiam sair de casa
Assim o público me puxou para a rua

Joaquim Castro Caldas
in Correio da Manhã, 14 de Março de 2008


PS: Os poetas não morrem, mas os homens fazem sempre falta.
Joaquim Castro Caldas faleceu hoje de madrugada...

quarta-feira, junho 25, 2008

"Wild hunger" for the blues

Durante a gravação do disco do João Nuno Kendall...








sábado, junho 14, 2008

Hoje acordei assim II...


quarta-feira, junho 11, 2008

Miguel Meireles

Na ronda pelos blogs redescobri o blog de um amigo e não resisti a publicar um dos seus trabalhos...

Podem visita-lo em http://www.mfmfoto.blogspot.com/


Miguel Meireles

Saravá companheiro...

domingo, junho 08, 2008

Fitei 2008






Na passada sexta o FITEI apresentou mais um espectáculo de rua, o Dinomaquia 2 trazido pelos L'Avalot Teatre, grupo que ganhou recentemente o prémio do público de "melhor espectáculo de rua" na "Feria de Teatro de Castilla e León".

segunda-feira, maio 19, 2008

Tempo em construção I




O tempo não tem retorno,
vive na memória,
já não existe,
apenas acontece,
não se muda,
não se repete.

O tempo passa.
Passam as pessoas.

Coleccionam-se experiências,
experimentam-se vivências,
vive-se o tempo,
que apenas acontece,
que não tem retorno,
até ser passado.

Kunta


Amanhã, dia 20 de Maio, às 21h30 na Cinemateca de Lisboa , será exibida pela primeira vez a curta-metragem "Kunta" de Ângelo Torres.
Com participações de Daniel Martinho, Rui Spranger, Sílvia Filipe, Artur Caracol, Miguel Melo, Sandra Celas, Paulo Patraquim, Jaime Lopes, Francisco Brás, Adorado Mara e ainda Carlos Santos.

terça-feira, maio 13, 2008

Fitei - Tricicle 20





Tricicle 20, Teatro do Campo Alegre, FITEI, 2007, António Manuel Rodrigues
Com o aproximar do FITEI de 2008, aqui fica um espectáculo do ano passado...
Para saberem mais informações sobre a edição deste ano vejam:

quarta-feira, abril 30, 2008

Quase solo








Reposição do espectaculo "Quase solo" do Teatro de Ferro, em Gaia no espaço da companhia.

sábado, abril 26, 2008

25 de Abril em Massarelos





Soneto presente

Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.

Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.
Ary dos Santos

Podem ler o resumo do Rui Spranger em

segunda-feira, abril 21, 2008

Bratislava

António Manuel Rodrigues, Bratislava, 2005

quarta-feira, abril 16, 2008

Fragmentos

Ex-posição de JAS no JUP às 17h00 de 19 de Abril.



Jornal Universitário do Porto
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4050-381 PORTO